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Imobiliária de cidade de menos de 4 mil habitantes saiu de R$ 10 milhões para R$ 149 milhões em vendas

Em Porto Rico, no Noroeste do Paraná, a Fada Imóveis multiplicou o faturamento em dois ciclos de acompanhamento e mentoria executiva conduzidos por Altemir Rocha. Segundo a proprietária, a virada não veio de um mercado novo, e sim de gestão e método.

Por Redação 01/06/2026 às 18h35 Atualizado há 2 horas
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Maria de Fátima, proprietária da Fada Imóveis
Maria de Fátima, proprietária da Fada Imóveis. Fotos enviadas para a redação.

À primeira vista, Porto Rico, no extremo Noroeste do Paraná, não oferece o cenário para um recorde imobiliário. O município tem pouco menos de 4 mil moradores fixos, cerca de 3,4 mil segundo as estimativas do IBGE, e vive ao ritmo do turismo: a população chega a 10 mil pessoas na alta temporada, atraídas pelos quase 28 km de margem do Rio Paraná, o segundo maior da América do Sul, com oito praias de água doce e nove ilhas. É nesse lugar de areia clara e pesca esportiva que uma imobiliária local saiu de R$ 10 milhões em vendas por ano para R$ 149 milhões em vendas em 11 meses.

A operação é a Fada Imóveis, na Av. João Carraro, no Centro da cidade, comandada pela corretora e empresária Maria de Fátima. A casa carrega uma marca registrada: a equipe é formada só por mulheres, todas corretoras, detalhe que ajuda a explicar o próprio nome. Durante anos, a imobiliária faturava cerca de R$ 8 a R$ 10 milhões em vendas por ano, número coerente com o porte do município. A virada começou em 2023, quando a proprietária conheceu o trabalho de Altemir Rocha em um evento do setor e decidiu entrar no programa de acompanhamento.

No primeiro ciclo, com meta de R$ 50 milhões, a Fada fechou em R$ 69 milhões. No segundo, saltou para R$ 150 milhões em vendas fechadas. O terceiro ciclo, em andamento em 2026, atingiu, em um único mês, mais de R$ 28 milhões, com meta total de R$ 300 milhões em vendas.

"Nossa imobiliária faturava entre R$ 8 a R$ 10 milhões por ano. Conheci o Altemir no Gigantes 2023, entrei para a mentoria e, naquele mesmo ano, recebemos a meta de R$ 50 milhões e vendemos R$ 69 milhões. Após renovar, vendemos R$ 140 milhões. A metodologia dele causou um desenvolvimento estrondoso em mim, como gestora, e em todas as nossas corretoras." (Maria de Fátima, proprietária da Fada Imóveis)

O caso de Porto Rico ganhou repercussão entre corretores e gestores do setor justamente pelo contraste: uma cidade pequena, de economia ligada ao turismo de verão, produzindo um volume de vendas que muitos centros bem maiores não alcançam. Para quem acompanha o mercado, a explicação não está no tamanho da praça, e sim na forma como a operação passou a ser conduzida no dia a dia.

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O resultado rendeu reconhecimento público. Em evento do setor, Maria de Fátima e a equipe da Fada Imóveis foram homenageadas no palco pela marca de vendas alcançada com o acompanhamento da Supremus.

Fada Imóveis homenageada no palco do evento Supremus
Maria de Fátima durante a homenagem no palco do evento Gigantes do Mercado Imobiliário. Fotos enviadas para a redação.

O salto chama atenção justamente por contrariar a intuição do mercado. Em cidades pequenas, costuma-se atribuir o teto de faturamento ao tamanho da praça, à renda local ou à oferta de imóveis. O caso de Porto Rico sugere outra leitura: parte relevante do resultado estava travada dentro da própria operação, e foi destravada com gestão e método, sem trocar de cidade, de equipe ou de produtos.

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O que mudou na prática

De acordo com o material enviado pelo IBRACIV, empresa responsável pelo acompanhamento, o ponto de partida não é um curso, e sim um diagnóstico: identificar o gargalo real de cada imobiliária antes de propor qualquer ação e, então, atuar de dentro da operação, com direção estratégica, ajustes de processo, treinamento da equipe e padronização dos atendimentos. "Cada imobiliária é única, mas existe um plano de partida para todas", diz um dos trechos da apresentação.

Na descrição da metodologia, o objetivo é tornar a venda previsível: estruturar a operação a ponto de o resultado deixar de depender de meses bons e ruins. A proposta é que vendas imediatas aconteçam já no início, enquanto a estrutura de médio prazo é montada em paralelo.

"A primeira intervenção é apenas o ponto de partida. O foco é colocar a operação em grandes números de fechamento; conteúdo sozinho informa, aqui se entrega direção aplicada." (trecho da apresentação da Supremus)

Quem é Altemir Rocha

Altemir Rocha, mentor de corretores e referência do mercado imobiliário
Altemir Rocha, mentor de corretores. Veja o trabalho dele em @altemirrochacv no Instagram. Foto enviada para a redação.

À frente da metodologia está Altemir Rocha, apontado como um dos principais nomes do mercado imobiliário brasileiro e conhecido no setor como o maior gerador de corretores de sucesso do Brasil. Seu material registra mais de R$ 1,6 bilhão em comissões geradas ao longo da carreira e uma autoridade construída na operação, e não apenas em sala de aula.

Ainda segundo os números divulgados, Rocha já treinou mais de 20 mil corretores e impactou mais de 80 mil pessoas, com mais de 5 mil alunos ativos. Entre os maiores resultados citados está o da própria Fada Imóveis, de Porto Rico, que somou mais de R$ 200 milhões em vendas nos dois primeiros ciclos de acompanhamento.

Os indicadores de alcance reforçam a escala: mais de 1.200 profissionais treinados presencialmente, mais de 10 mil de forma virtual, mais de 3 mil alunos com média de comissão acima de R$ 45 mil por mês, mais de mil alunos com mais de R$ 1 milhão em comissão, além de 3,1 milhões de pessoas alcançadas de forma orgânica e mais de 300 depoimentos publicados em vídeo.

O IBRACIV, o instituto por trás da metodologia

O trabalho de Rocha se organiza dentro do IBRACIV, o Instituto Brasileiro de Aperfeiçoamento para Corretores, Imobiliárias e Vendedores. Na definição do próprio instituto, é "uma escola completa e pronta para ensinar, na prática, o que fazer para ter sucesso em todas as áreas da vida no mercado imobiliário", com o propósito de transformar pessoas, elevar o nível da profissão e levar prosperidade a quem tem paixão por vencer.

O instituto funciona como um ecossistema. A jornada vai de grandes eventos presenciais, caso do Gigantes, onde Maria de Fátima conheceu o trabalho de Altemir, a formações para corretores e à mentoria executiva voltada a donos de imobiliária, batizada de Supremus. É nessa última etapa, de acompanhamento direto da operação, que se concentram os casos de salto de faturamento.

Casos que se repetem

O resultado da Fada Imóveis não aparece isolado. O material reúne uma sequência de operações que registraram saltos depois do acompanhamento, e, segundo a empresa, com um padrão em comum: mesma cidade, mesma equipe e mesmos produtos, mudando a gestão e a cultura.

Outro caso em destaque vem de Lajeado (RS), a capital do Vale do Taquari, cidade de cerca de 93 mil habitantes e um dos polos da indústria de alimentos do Sul do país, realidade bem diferente do litoral fluvial de Porto Rico. Ali, a Imobiliária Lajeado também passou pelo acompanhamento da Supremus e, em apenas três meses de mentoria, vendeu 130% a mais do que em todo o ano anterior. Mesma imobiliária, mesma equipe, mesma clientela, com outro nível de direção. Assim como a Fada, a equipe foi reconhecida em palco durante o evento.

Equipe da Imobiliária Lajeado homenageada no palco
Equipe da Imobiliária Lajeado (RS). Fotos enviadas para a redação.

Um corretor sozinho, no coração do agro

Se a Fada mostra uma operação inteira reorganizada, o caso de Sinop, no norte de Mato Grosso, ilustra o outro extremo: o de um profissional que toca tudo praticamente sozinho. Sinop é o maior centro do norte mato-grossense, polo do agronegócio às margens da BR-163, cidade que saltou de cerca de 113 mil para quase 200 mil habitantes em pouco mais de uma década, embalada pela soja e pela expansão do agro. É um mercado aquecido, mas também disputado.

É nele que atua Mateus, da Brasil Urban, um corretor autônomo que conduz a operação como um exército de um homem só. Sem uma estrutura de equipe, e enquanto a própria operação ainda era reorganizada, ele aplicou a metodologia e contou com o acompanhamento e a intervenção de Altemir Rocha para manter a venda como foco. O resultado: R$ 30,5 milhões em vendas sozinho em 12 meses.

Mateus, da Brasil Urban (Sinop), reconhecido por R$ 30,5 milhões em vendas
Mateus, da Brasil Urban (Sinop). Fotos enviadas para a redação.
Outros casos apurados pela nossa reportagem:
  • De R$ 10 milhões para mais de R$ 250 milhões em vendas, na mesma cidade, com a mesma equipe e os mesmos produtos.
  • William Imóveis: 25% mais vendas no primeiro trimestre de mentoria do que em todo o ano anterior.
  • Top Imóveis: R$ 11 milhões em comissões em 12 meses de mentoria.
  • Renove Imobiliária: R$ 1,95 milhão em comissões com apenas 2 corretores em 12 meses.
  • Cristiano Heerdt: R$ 804 mil em comissões em apenas 2 meses.

De mentorados a mentores

Parte do que o IBRACIV apresenta como prova do método não está só nos números de faturamento, e sim na trajetória de profissionais que, depois de passar pela formação, viraram referência e hoje formam outros corretores.

É o caso, segundo a Supremus, de Cristiano Heerdt. Após ser mentorado, ele fez a transição para o mercado de imóveis de altíssimo padrão, consolidou suas estratégias de venda e captação e passou, ele próprio, a compartilhar o conhecimento como mentor de outros corretores.

Outro nome lembrado é o de Guilherme Pilger, hoje um dos corretores de maior projeção no mercado de luxo do litoral norte de Santa Catarina. Com mais de 13 anos de atuação, Pilger é especialista em imóveis de altíssimo padrão em Balneário Camboriú, na Praia Brava (Itajaí) e em Itapema, já foi apontado pelo CRECI entre os melhores estrategistas de venda do país, soma mais de 1 milhão de visualizações mensais nas redes sociais e é coautor do livro "A Chave da Venda de Imóveis". Antes de se firmar como um dos fenômenos do setor na região, ele passou pela formação de Altemir Rocha, algo que o próprio corretor confirma em depoimento publicado em vídeo, reproduzido a seguir.

Depoimento de Guilherme Pilger sobre a formação Corretor Vencedor, de Altemir Rocha. Vídeo: canal Altemir Rocha, Corretor Vencedor.
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O que está por trás dos números

A empresa descreve o trabalho não como uma mentoria de aulas, e sim como uma intervenção estratégica dentro da imobiliária, estruturada em cinco pilares: fundamentos da operação, estruturação completa da imobiliária, posicionamento e presença digital, construção de equipes de alta performance e gestão e desenvolvimento de clientes, somados a ações práticas voltadas à aceleração de vendas.

O acompanhamento é anual. Segundo o material, ele começa por dois encontros estratégicos, um com a diretoria, para definir a ação imediata de fechamento, e outro de treinamento inicial da equipe, e se estende por 12 meses de direção continuada. Entre os entregáveis listados estão: 24 treinamentos com a equipe comercial, direcionamento estratégico com a diretoria, incluindo anúncios e automação, três reuniões online em grupo com as demais imobiliárias do programa, um grupo de WhatsApp com acesso direto a Altemir Rocha, três consultorias particulares de acompanhamento e o acesso ao Passaporte Premium do GMI. O conteúdo de base cobre desde a montagem da imobiliária e a contratação de gerentes e secretária até gestão de clientes, marketing orgânico e anúncios pagos.

Na leitura da empresa, é esse conjunto, ação imediata, acompanhamento e acesso direto ao mentor, que explica por que operações em cidades e portes diferentes apresentam saltos parecidos. "Sem estrutura e treinamento, o resultado da equipe nunca é previsível", afirma a apresentação.

Um padrão, não uma exceção

A empresa pondera que os resultados variam conforme o momento e a realidade de cada operação, e que os números se referem a casos específicos. Ainda assim, a recorrência chama atenção: em praças pequenas e grandes, com equipes enxutas ou robustas, a virada costuma ser atribuída ao mesmo fator, direção e método, e não a um mercado de repente mais favorável.

Para a Fada Imóveis, em uma cidade de praias e pouco menos de 4 mil moradores fixos, a conclusão que fica é menos sobre o tamanho de Porto Rico e mais sobre o tamanho da operação que ela passou a ter.

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Os números citados foram informados pelas empresas e pelos profissionais mencionados e podem variar de operação para operação.

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